sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Resposta, de Kathryn Stockett

Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.


Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528614619
Ano: 2010
Páginas: 574

Comprei esse livro no meio das minhas férias, e li em mais ou menos 3 dias. Tudo bem que tava de férias, tinha tempo sobrando e tal, mas mesmo se não tivesse ia ter devorado o livro rapidinho também.

A história se passa na década de 60, no Mississipi, época e lugar difíceis para a convivência entre os negros e brancos. O livro é contado por 3 mulheres bem diferentes: Skeeter, branca, de família rica e recém-saída da faculdade; Aibellen, empregada negra de uma das melhores amigas de Skeeter, e Minny, também empregada e negra, estourada, que trabalha na casa da mãe de uma mulher muito influente na cidade e extremamente racista.

O tema do livro é bem original: sempre tem histórias da época de maior racismo nos EUA, filmes, mas acho que nenhum tinha abordado essas personagens: as empregadas domésticas. O que aparece bastante é que as patroas vêem as empregadas negras como um "mal necessário": enquanto "elogiam", dizendo que têm coisas que só elas sabem fazer, deixam os filhos serem praticamente criados por elas, constróem banheiros separados por "medo de pegar doenças exclusivas dos negros", como se ouvia naquela época. E muitas eram   maltratadas mesmo, até torturadas às vezes. E ai de quem reclamasse: era mandada embora e, com a propaganda negativa de boca em boca, nunca mais arrumava emprego.

É lógico que estou generalizando; o livro também mostra famílias que tratam as suas empregadas como da família, ajudam com os estudos dos filhos, problemas financeiros... Mas o ponto principal é o racismo, e o que algumas pessoas eram capazes de fazer só pra serem "aceitas" na sociedade.

E, assim como os negros, muitas personagens são discriminadas por outros motivos: a mocinha rica, alta e esquisita, que não consegue nunca arrumar namorado; a esposa de um ricaço recém-chegada na cidade, meiga e linda, mas totalmente espalhafatosa, que só quer fazer amigas na cidade e é colocada pra escanteio por não ser mais recatada...

Vale muito a pena! : )

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um Dia, de David Nicholls



 Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Editora: Editora Intrínseca
ISBN: 9788580570458
Ano: 2011
Páginas: 416
 
 

Comprei a versão em inglês quando fui pros EUA ano passado, e adorei a sinopse, mas acabei deixando ele pro fim da fila. Quando vi que ia sair o filme, pulei ele na frente pra conseguir acabar antes de chegar o filme aqui! :)

E gente, sério, é um dos melhores livros que eu já li. É difícil eu falar que um livro me impressionou de verdade, daqueles que dá vontade de indicar, dar de presente, o escambau, pra todo mundo. Até hoje, acho que o que mais tinha me impressionado foi  A Mulher Do Viajante No Tempo. Esse tá empatado!

A história de Dexter e Emma é contada de um jeito bem diferente: começa no dia em que eles se conhecem (15 de julho de 1988), na formatura da faculdade, um com 22, o outro com 23 anos. Dexter sempre galinhão, superficial até, vem de uma família rica e sempre tem muita sorte com tudo: carreira, mulherada, a família só paparica, dinheiro no bolso... Enquanto Emma cresceu numa cidadezinha do interior da Inglaterra, é cheia de ideais, gosta de política e quer ser escritora. E, por mais diferente que esses dois sejam, acabam criando um laço muito forte e ficam amigos, mesmo depois da separação da formatura.

E nesse mesmo 15 de julho, a cada ano, durante vinte anos, a gente vê como está a amizade deles, e a vida dos dois. Achei muito legal, porque além de acompanhar a evolução (e às vezes involução) da amizade dos dois, a gente vê eles crescendo, passando de recém-formados pro primeiro emprego, a fase do desespero com a carreira, as decisões que eles vão tendo que fazer pra conseguir realizar os sonhos (e como esses sonhos mudam também, e muito, com o tempo).

Quem tem um melhor amigo há muito tempo sabe como é difícil manter contato depois que as nossas vidas vão cada uma pra um rumo, mas como vale a pena quando a gente se esforça e consegue manter contato sempre! Nada substitui um amigo de verdade, em qualquer época da visa. E é disso, basicamente, que Um Dia fala. PERFEITO!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Alguém Como Você, de Cathy Kelly

Três mulheres que, após se conhecerem numa viagem ao Egito, tornam-se amigas inseparáveis e passam a compartilhar todos os seus problemas, amores e segredos. Emma tem 31 anos, é feliz no casamento e desesperada para ter um filho. Com uma mãe agressiva e um pai grosseiro, seus amigos não entendem porque ela não procura um médico especializado em fertilização nem porque não se impõe frente aos pais. Hannah é jovem, bela e bem-sucedida, mas luta para esconder o fora que tomou do amor de sua vida. Leoni, veterinária divorciada e apaixonada por animais, é mãe devotada de três adolescentes, e que, após seis anos de reclusão, decide publicar um anúncio de jornal para achar um namorado. O livro traz mulheres em diferentes estágios da vida, e que acabam se dando conta de que querer algo com todo o coração e alcançá-lo de fato são duas coisas completamente distintas. 

Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 852861459x
Ano: 2010 
Número de páginas: 700

O livro conta a história de três mulheres bem diferenteso: Hannah, que está numa fase solteira-sim-sozinha-nunca depois de terminar um noivado de anos e, apesar de não demonstrar nunca, ainda se sente machucada pelo fim; Emma, que é casada com o homem dos seus sonhos, mas sofre com a influência que os pais têm na sua própria vida (e com o fato de ela sempre permitir que eles se metam na sua vida) e que é louca pra ter filhos; e Leoni, a mais velha do grupo, divorciada, mãe de três filhos, que dedicou a vida pós-divórcio aos filhos e, agora, anos depois, recebe a notícia de que o ex-marido está feliz, magro e vai se casar. E resolve que também é hora de voltar ao mercado dos solteiros.

As três se conhecem em um cruzeiro pelo Nilo e ficam amigas, apesar de estarem em fases totalmente diferentes da vida. No começo, quando li a sinopse, achei que a história inteira ia se passar  durante o cruzeiro, mais ou menos como o Comer, Rezar, Amar, mas na verdade o cruzeiro é só uma parte bem pequena do livro, e tudo mesmo começa depois. A vida de cada uma delas toma um rumo diferente a partir do encontro, cada uma toma uma decisão diferente, e o que acontece são tanto as consequências  dessas decisões quanto algumas outras surpresinhas que a vida resolve preparar para cada uma delas.

Mas por que dei três estrelas? Porque, apesar de a narrativa ser boa, as personagens bem construídas e tudo, achei o livro muito prolixo em algumas partes. MUITO. Tem alguns diálogos, algumas passagens, que não dá pra entender o porquê de serem tããããããão longos e tããããão repetitivos. Tipo, o livro podia ser enxugado e ficar com 400 páginas, e não ia mudar nada da história. E com certeza ia ficar bem menos cansativo.

Li esse livro e mais um, A Resposta (que já já, resenho aqui) nas minhas férias, em março. Li em menos de uma semana e achei legal, uma leitura levinha, boa pra passar o tempo lendo na praia. Nada de UAAAAU, MERECE UM FILME! :) Mas bom.

sábado, 4 de junho de 2011

Em Chamas - Saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins


ATENÇÃO, SPOILERS!!
Para ler a resenha de Jogos Vorazes, clique aqui.



Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.
Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia, Em Chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada com Jogos Vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos.

Editora: Rocco
ISBN: 9788579800641
Ano: 2011
Número de páginas: 416

Se pra mim Jogos Vorazes já foi aquela coisa, Em Chamas precisava ser muito bom pra chegar à altura. 
E, lógico, conseguiu. Essa Suzanne Collins é viciante, viu!

O livro começa alguns meses depois do fim dos últimos Jogos Vorazes, pouco antes de Katniss e Peeta começarem um tour por todos os distritos, tradição que todos os vencedores sempre cumprem. Mas, mesmo parecendo que tudo é glamour pra quem vê de fora, Katniss agora está andando na corda bamba: depois do final dos Jogos, o povo de Panem adotou-a como um símbolo da revolução que estava dormente, mas agora começa a crescer com força total. E, claro, o Presidente Snow precisa de alguém pra culpar, e começa a fechar o cerco em volta dela.

Até que chega a hora do novo sorteio dos Jogos Vorazes desse ano, o de número 75, que são especiais: a cada 25 anos, os Jogos são chamados de Quarter Quell (gente, desculpa, li a versão em inglês e não achei a tradução exata de algumas coisas), e se diferenciam dos outros por terem uma punição a mais: no primeiro os Distritos tiveram que votar em quais tributos queriam mandar, no segundo foram chamados o dobro de tributos de cada distrito, e nesse... Bom, digamos que a punição sorteada é tudo que o Presidente queria em tempos de revolução...

Não queria falar muito do desenrolar da história pra não ter muitos spoilers, mas consegue ser melhor que o primeiro: ainda muito clima de reality show, muito sofrimento, e agora ainda tem a revolução prestes a explodir pra deixar tudo mais tenso. A personagem de Katniss, que já é super bem explorada, continua, assim como Peeta, e aparecem outros personagens pra complementar o círculo dos principais. E, ao mesmo tempo que a narrativa sobre o Quarter Quell vai se desenrolando, você percebe a revolução no resto de Panem crescendo, e já dá pra imaginar como vai ser o próximo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

Uma vez por mês pelo menos eu apareço aqui, né? =)

Ambientado num futuro sombrio, o livro narra uma luta mortal pela sobrevivência encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída nas ruínas de um lugar anteriormente conhecido como Estados Unidos. Com este mote surpreendente e uma narrativa ágil, Jogos Vorazes já foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem se tornando um crossover, atraindo leitores de diversas faixas etárias.

ISBN: 978857980024  
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
Quando J. K. Rowling iniciou com Harry Potter essa onda de sagas juvenis, eu adorei. Sou fã baba-ovo mesmo, já li mais de uma vez todos os livros da série. Mas aí veio Crepúsculo (me chicoteiem, não gostei mesmo). E Percy Jackson (cópia TOTAL de HP, na minha humilde opinião). E todo esse monte de séries adolescentes de cristuras fantásticas e, vamos combinar, repetindo mais ou menos a mesma coisa over and over and over again. Já tava de saco cheio de ver um livro novo, pensar "oba! como será a história?!", e ver que era mais uma sequência dos vampiros X, ou dos anjos Y, ou da menina morta Z, e blablablá. E, um dia, achei Jogos Vorazes.

Acho que a melhor característica da série é que os personagens principais podiam ter 16 ou 30 anos, e ainda assim a história ia continuar sendo MUITO boa, MUITO bem escrita e MUITO original.

A história se passa num futuro não muito distante, em Panem (ex-EUA após vários desastres naturais, guerras e etcs que acabaram com o mundo como conhecemos hoje), dividido em 12 distritos e governado pela Capital. Depois de uma rebelião dos distritos contra o governo, os mesmos são controlados ditatorialmente, com direito a morrer de fome, frio e ainda com um bônus: todo ano a Capital organiza os Jogos Vorazes, quando um casal de adolescentes é sorteado para ir por uma arena (floresta, geleira, praia, you name it) cheia de armadilhas, de onde só sai um vencedor. Sendo que pra isso os competidores têm que lutar. Até a morte. E que é transmitido ao vivo, reality show mesmo, para todo o país.

Pesadinho pra um livro adolescente, você pensou. E é mesmo. Tem algumas partes que você fala MEODEOS, podia ter ido dormir sem essa, estômago cola nas costas e tal. Mas nada que seja considerado de mau gosto, pelo contrário; as partes fortes não duram mais do que o necessário. A história é contada por Katniss Everdeen, que vira a competidora do Distrito 12 para impedir que a irmã vá, e a personagem é muito bem descrita, assim como os outros principais: Peeta, o outro competidor do Distrito 12, Gale, o melhor amigo de Katniss, e por aí vai.

O livro prende desde o começo, e a autora consegue inventar um universo completamente novo de uma maneira muito convincente e atraente, com todos os detalhes muito bem descritos (isso é uma coisa que sou muito chata; quer inventar, inventa, mas inventa direito!). Já li em algumas resenhas que a série Feios, por exemplo, é uma que deixa vários desses detalhes por explicar (não li a série ainda, só sei o que li por aí); outros, como O Senhor dos Anéis, os filmes Minority Report e Eu, Robô, e o próprio Harry Potter não são assim.

A saga Jogos Vorazes só tem 2 livros lançados no Brasil, Jogos Vorazes e Em Chamas. O último da série, Mockingjay, ainda não tem previsão de sair aqui.

Resumindo: vale MUITO a pena! Já li os outros dois e são muito bons também, depois conto aqui...

UPDATE: saiu uma matéria há umas 2 semanas (acho) na revista Época (a mesma edição que fala da infância na era digital) falando da saga, vale a pena ler!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

De Volta! + Tristan Prettyman

Sumi, cansei, quase desisti do blog de novo. Nesses últimos meses parece que tudo virou de cabeça pra baixo e voltou ao normal, mas com tudo mais ou menso mudado. Tá difícil acostumar, mas a gente vai indo.

Mas ultimamente tava me dando uma comichãozinha de voltar a escrever aqui, li vários livros que queria resenhar, vi vários filmes... Só não sabia qual ia ser meu post de volta. Até que uma amiga falou que tinha gostado do último post sobre a Kate Nash e resolvi voltar de onde parei mesmo! =)


Post curtinho, mas só pra recomeçar, depois escrevo mais...

Tristan Prettyman
Outro dia estava ouvindo Antena 1 (momento vergonha alheia pra vocês) e ouvi pela primeira vez Madly, e adorei. Adorei. Adorei. Não conseguia parar de ouvir. Fui procurar no Google, descobri que a cantora era Tristan Prettyman, californiana, ex-modelo, ex-surfista e ex-namorada do Jason Mraz. No Youtube, inclusive, tem algumas músicas que ela gravou com o ex, que são ótimas.
Pra mim ela é um Jack Johson de saias, bem voz-e-violão-com-pé-na-areia, mas as letras são fantásticas, é daquelas que você acha que a cantora vai perder o fôlego, de tão compridas.
Depois de muito pastar achei um site que tem todos os CDs dela pra download, esse aqui.

As minhas preferidas: Madly ainda é a preferida disparado, mas também adoro Hello, You Got Me, War Out Of Peace, Love, Love, Love e Simple As It Should Be.

Fontes: Wikipedia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Girlie Rock - Kate Nash


Kate Nash
COMO fiquei tanto tempo sem descobrir essa pessoa?! Já tinha visto mencionarem ela em blogs de maquiagem aqui e ali, mas um dia o namo entrou num site de ingressos de shows e começou a tocar Foundations. Apaixonei na hora! E mais ainda depois de ver o clip no Youtube, é demais! 
Kate Nash é totalmente diferente de qualquer outra cantora. Além do sotaque britânico carregadíssimo, tudo é meio retrô, as músicas, roupas e os clips. Inclusive acho que ela não se encaixa bem no rock, é um sonzinho mais pop.  Sabe aquele dia que você acordou com o ovo virado e tem que dirigir mil horas no trânsito morrendo de sono? Esse é o dia de ouvir Kate Nash. Impossível continuar de mau humor.

Ela tem  2 CDs lançados, Made Of Bricks e My Best Friend Is You.

As minhas preferidas: Foundations (viciante), Later On, Merry Happy e Fluorescent Adolescent (cover do Artic Monkeys sensacional).

Fontes: Wikipedia


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No comments

...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Girlie Rock - KT Tunstall


Sempre gostei muito de música, mas nunca soube explicar o que me faz gostar de uma específica. No filme Laurel Canyon, a personagem de Frances McDormand fala que qualquer pessoa com bons instintos sabe o que a atrai e o que a repele, e é assim com a música: qualquer pessoa pode julgar se a música é boa ou não pra si mesmo.

Comigo é assim. Não vou dizer que tenho sertanejo, pagodão e tecnobrega no meu iPod, eca, mas admito que já fui atraída por Marjorie Estiano, Taylor Swift e coisinhas babacas do tipo. A maioria, sim, é o bom e velho rock, principalmente o velho mesmo: ADORO rock clássico, Led Zeppelin, Deep Purple, e flashback de todos os tipos, de A-Ha a Men At Work, passando por Grease e Madonna nos seus tempos de sutiã-de-casquinha-de-sorvete.

Mas se tem uma coisa que eu ando simplesmente viciada é esse gênero entitulado por mim de girlie rock: um rock delicioso de se ouvir a qualquer momento, sempre com mulherers no vocal, algumas vezes mais melancólico, outras tão gostosinho de ouvir que parece uma música infantil. Nos últimos tempos tem aparecido várias cantoras desse tipo, cada uma com sua característica própria que faz a gente identificar logo no começo da música quem está cantando.

Porisso, resolvi fazer esse post imenso essa série de posts, senão vocês dormem no meio, com as minhas  preferidas... Não vou falar por ordem de preferência, tá? Só essa primeira que, pra mim, é hors concours...: 

KT Tunstall 

Depois de ser apresentada às outras músicas da KT pela querida fumiga amiga Fabi, viciei e fui procurar todas as músicas que conseguisse achar pela internet. Escocesa, ela já tocou em algumas bandas indie, e depois que começou solo já ganhou um BRIT Award e foi indicada pro Grammy. É dela a musiquinha do começo de O Diabo Veste Prada, Suddenly I See (que, btw, gruda que nem chiclete na cabeça). O som dela varia, em algumas músicas puxa mais pro folk, outras são mais pop. Ela já lançou 4 CDs: Acoustic Extravaganza, Drastic Fantastic, Eye To The Telescope, e o último, Tiger Suit. Todos são daqueles CDs que você consegue ouvir fácil do começo ao fim sem pular nenhuma música. É apaixonante. E, sim, eu ainda tenho vontade de dar com a cabeça na parede quando lembro que não fui no show que ela fez em SP em 2008! Ódio.

As minhas preferidas: Ashes, Little Favours, Hold On, Black Horse & The Cherry Tree. Difícil falar um CD preferido, mas tô adorando o último, Tiger Suit. É um pouquinho diferente do som dos outros CDs, (na Wikipedia fala que ela descobriu "um novo tipo de som" quando estava gravando o álbum, que ela chamou de nature techno (?), e mistura instrumentação orgânica com texturas eletrônicas e dance. Bom, whatever, ficou muito bom). As baladas são simplesmente lindas e as rapidinhas, contagiantes. 

As minhas mais mais de Tiger Suit: Different, The Entertainer, Fade Like a Shadow e The Uummannaq Song.


Fontes: Wikipedia

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Confie em Mim, de Harlan Coben

Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: "Fica de bico calado que a gente se safa." 
(mais da sinopse aqui)

Editora: Sextante
ISBN: 9788599296462
Número de páginas: 320


Já tinha lido dois livros do Harlan Cobe, Desaparecido Para Sempre e Não Conte a Ninguém, e gostado muito. Nos EUA ele já tem mais de 10 livros publicados, mas por aqui a coisa tá mais defasada...
Confie em Mim conta a história de uma família a partir do momento em que os pais, Mike e Tia, resolvem instalar um programa de monitoração no computador do filho mais velho, Adam, que desde o suicídio do melhor amigo, Spencer, tem ficado muito estranho. Ao mesmo tempo que essa história central se desenrola, outras coisas estão acontecendo com as outras famílias da vizinhança: uma menina é humilhada pelo seu professor em plena sala de aula, uma mãe precisa resolver se revela à família um segredo terrível em prol da recuperação do filho, que sofre de uma doença renal... E duas mulheres são sequestradas e assassinadas.
Todas as histórias acabam se conectando durante o livro, e é isso que faz da narrativa tão boa: quando o autor está quase dando uma informação super importante, ele pára e muda o foco pra outro personagem. O típico livro que você começa a ler e não consegue mais parar até acabar (eu li em uns 3 dias).

Enfim, recomendo! Esse e os outros dois que falei lá em cima. Já tô com outro do Harlan Coben em casa, Silêncio na Floresta (inclusive acabei de ver na internet que o promotor de justiça de Confie em Mim, o Cope, é o personagem principal desse!). Quando acabar, falo pra vocês o que achei!
 

Uma noite bem dormida


Odeio acordar cedo. Sempre fico apertando o botão de soneca do celular até o último minuto (e na maioria das vezes, passando do último minuto e chegando atrasada). Pior ainda quando acabei de trocar meus pesos na academia e acordo com aquela dorrrrrr que parece que tomei uma surra de taco de beisebol. A coisa piorou um pouco desde que comecei a trabalhar em outra cidade e tenho que acordar 5 da manhã pra chegar lá às 7. Trevas total. Tem vezes que, de tanto sono, preciso estacionar num posto e cochilar uns 10 minutos pra não dormir no volante.

Com essa coisa de ter que acordar com as galinhas, tenho dormido umas 5 horas por noite, pouco pra que era acostumada a dormir pelo menos 8. Mas ficava pensando por que, em alguns dias, dormia a mesma quantidade de horas (às vezes até menos) e acordava bem, sussa, sem um pingo de sono, e outras conseguia até dormir mais cedo, mas acordava destruída.

E, anteontem, acho que descobri. Dormi super pouco, mas minha noite foi tão, mas tão gostosa (podem parar de pensar pornografias) que acho que podia ter dormido meia hora que ia acordar feliz e quase sem sono. Não teve nada de especial, mas só de não ter que lidar com mau humor alheio, ficar com aquela preocupação constante em cima da cabeça que nem uma nuvenzinha de desenho da Mônica e dar umas risadas de coisas normalmente tão banais me deixou tão leve que dormi horrores.

Acho que toda essa coisa de stress que sempre ouvi falar só chegou a fazer parte da minha vida no último ano. Sabe aquela coisa de ter taquicardia por saber que tem alguma coisa muito importante chegando e você não consegue parar de pensar, nem um minuto?! Isso foi meu ano de 2010. Tensão constante. Pensando  (e se preocupando) como seria daqui 6 meses, 1 ano, 10, 15.

Mas agora simplesmente passou. Passou. Tudo se resolveu, finalmente. Lógico que sempre tem uma ou outra coisinha que preocupa, mas nada que se compare. E é tão bom ver ele feliz, despreocupado, sem neuras, que nem sinto mais o tempo passar, durmo tranquila a noite toda, acordo mais disposta e, de repente, já é sexta e eu posso dormir até meio-dia feliz, do lado do meu xuxu. =)

É tão bom ver quem a gente ama feliz. Né?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pequena Abelha, de Chris Cleave

Não queremos lhe contar O QUE ACONTECE nesse livro. É realmente uma HISTÓRIA ESPECIAL, e não queremos estragá-la. AINDA ASSIM, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte:
Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa...
Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola.
ISBN: 9788598078939
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272



Quando vi essa descrição, achei que nossa, o livro devia ter altas reviravoltas, ter um final super inesperado e tal. E é verdade, se tivessem me contado os detalhes desse livro, ele ia perder totalmente a graça, mas não por ter mistério, e sim pelo jeito que ele é contado (pelas duas mulheres, Sarah, inglesa, e Pequena Abelha, nigeriana). É como se você estivesse ouvindo a história em primeira mão, direto da boca das personagens.

Sabe aqueles livros que você tem vontade de ler com um marca-texto do lado pra ir grifando as frases mais lindas que aparecem? Esse é assim. O autor usa várias metáforas, simbolismos, e isso deixa a história ainda mais bonita.

Sei que dá raiva ler uma resenha que não conta quase nada sobre a história do livro, mas esse tem que ser assim. Só digo uma coisa: vale muuuuito a pena!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

 
Fonte: Luv Luv Luv

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Estréia das séries nos EUA

Oi, meu nome é Juliana e eu sou viciada em séries.
Quem me conhece um pouquinho sabe que já tô surtada desde dezembro porque as minhas queridas séries deram aquela pausinha torturante básica de final de ano. Seguem as datas de retorno das minhas preferidas (quem quiser saber das outras, clica aqui!):

6 de janeiroGrey's Anatomy e CSI - Crime Scene Investigation

10 de janeiro - Lie To Me

17 de janeiro - House

20 de janeiro - Bones

21 de janeiro - Fringe

20 de fevereiro - The Event

JUNHO/JULHO - Dexter e BREAKING BAD (Como assim? COMO ASSIM???! Com aquele final de temporada?! Querem que eu coma todas as unhas?!)

Haja DVD virgem...

Fonte: Minha Série

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu gostava de papo furado


Há não muito tempo atrás, eu era a campeã do social. Passava noites em claro no MSN batendo papo inútil, do tipo "o que vc tá fazendo?", "nossa, vc viu BBB ontem?", "e o churrasco de semana q vem, vc sabe quem vai?" e dando mil chamadinhas de atenção quando a pessoa do outro lado demorava muito pra responder (até hoje tenho ódio mortal daquele negócio que treme a tela). Na faculdade, então, ficava horas e horas depois de acabada minha última aula pasmando e falando bobagem, muitas vezes com pessoas que nem eram tão amigos assim. Só conversinha fiada.

Percebi esses dias que não sou mais assim quando uma colega me falou "eu gosto de você porque você não é de papinho. Você vem, faz seu trabalho e pronto. É simpática, mas não fica fazendo fofoca, falando coisa inútil".

Realmente, hoje em dia eu prefiro almoçar sozinha do que ficar fazendo conversa com pessoas quase que desconhecidas. Prefiro ficar no meu canto lendo um livro do que no MSN inventando assunto pra falar com as pessoas (aliás, meu MSN tá totalmente cheio de teias de aranha). Ver um filminho na minha cama, ficar num cantinho com meu laptop vendo meus blogs sossegada do que ficar fazendo social. Na academia, ponho meu fone no ouvido e me faço de surda.

E, principalmente, não tenho paciência com quem é assim com todo mundo que vê na frente. Corto o assunto rapidinho.

A não ser que seja com pessoas que eu realmente gosto, que são amigos de verdade. Aí, sim, pode ter quanto papo furado rolar. Mas ficar dando sorrisinho e puxando assunto com qualquer um que entra no elevador? Tô sussa. Prefiro ficar comigo mesma.

Acho que tô ficando velha. E intolerante.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E tantas outras coisas

(texto de Patricia Antoniete retirado daqui e achado no Luv Luv Luv)

A gente ama alguém por todos os motivos, certos e errados. Ama porque não tem escolha, porque é assim, porque não tem outro jeito, querendo ou não. A gente ama quando ama, não quando decide, não quando quer, quando deseja amar, quando convém, quando faz sentido, quando é o melhor, quando é o mais indicado, o correto.

A gente ama e nem sabe, ama e vai amando nas coisas que a gente não esperava que fossem dignas de amor, que a gente nunca pensou que na sua ordinariedade e insignificância trouxessem a nós essa coisa rara e única e frágil e arrebatadora e comovente e absoluta.
Sua escova de dentes com pasta esperando sobre a pia. O travesseiro cuidadosamente posto para não deixar um lugar vazio no seu sono. Um bolinar explícito quase imperceptível para a multidão ao redor. A fragilidade estampada no rosto marcado por dias de cansaço. O móvel no lugar que você sugeriu. O brinco que você mesma não sabia que ficaria perfeito. A ligação às 2:30 da madrugada que lhe salva do choro convulso. Um porco com asas. Samba e amor até mais tarde e muito sono de manhã. Um olhar que te acha no meio do mundo. Seu nome no meio de um gemido. A voz que embarga de saudades. A mão que não cansa de te fazer carinho. As pequenas cumplicidades que criptografam o mundo. 

E quando a gente vê, ama e ama e ama. E ama muito, e ama tanto, e a vida já não é só, e a vida é uma outra, cheia de coisas sem as quais você jamais poderia voltar a ser feliz.

Luv u pra xuxu =)

"Hoje é um novo dia..." AAAARGH!

Mas que beleza, Xuliana, começando o blog E o ano já nesse mau humor?!

OK, Ok, confesso: a noite de Ano Novo passou, pulei minhas 7 ondinhas, fiz vários pedidos enquanto via os fogos, e coisa e tal. Mas impossível começar o ano sem mau humor, nessa segunda-feira cinza e cheia de coisas por fazer na minha To Do List copiada sem vergonha nenhuma da agenda do ano passado.

Espero que ao fim dessa semana desse mês já tenha riscado tudo e venha aquela sensação de aaaaahlívio.

Não posso reclamar nem 30 segundos do meu Ano Novo, foi perfeito, mesmo com todas as doidices que ocorreram no pré-e-durante viagem. Namorado teve que ir e voltar, mas por uma boa causa, e acabou dando tudo certo e passamos a queima de fogos do jeito que eu gosto: juntos, de pé na areia e comemorando mais um aninho de namoro! (amor, te amo! =D).

Hoje já voltei à camelagem nossa de todo dia, munida de 15 quilos de paciência, que tem que durar até o próximo feriado, vamulá! Aliás, já viram no calendário? Estamos todos f*didos de feriados esse ano, pouquíssimas emendas... Massss paciência!

Pessoas, acho que já deu pra sentir como vai ser o clima do blog, né? Juro que não sou sempre assim, mas tenho meus dias de sweet e meus dias de sour masterblasterhorrores, mas estou começando esse blog novo justamente pra ser uma válvula de escape pra esses dias de mega mau humor: quem sabe consigo aliviar meus desejos homicidas de TPM e, de quebra, fazer alguém rir? =)

Espero que gostem e comentem!


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Resposta, de Kathryn Stockett

Postado por Xu às 13:14 1 comentários
Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.


Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528614619
Ano: 2010
Páginas: 574

Comprei esse livro no meio das minhas férias, e li em mais ou menos 3 dias. Tudo bem que tava de férias, tinha tempo sobrando e tal, mas mesmo se não tivesse ia ter devorado o livro rapidinho também.

A história se passa na década de 60, no Mississipi, época e lugar difíceis para a convivência entre os negros e brancos. O livro é contado por 3 mulheres bem diferentes: Skeeter, branca, de família rica e recém-saída da faculdade; Aibellen, empregada negra de uma das melhores amigas de Skeeter, e Minny, também empregada e negra, estourada, que trabalha na casa da mãe de uma mulher muito influente na cidade e extremamente racista.

O tema do livro é bem original: sempre tem histórias da época de maior racismo nos EUA, filmes, mas acho que nenhum tinha abordado essas personagens: as empregadas domésticas. O que aparece bastante é que as patroas vêem as empregadas negras como um "mal necessário": enquanto "elogiam", dizendo que têm coisas que só elas sabem fazer, deixam os filhos serem praticamente criados por elas, constróem banheiros separados por "medo de pegar doenças exclusivas dos negros", como se ouvia naquela época. E muitas eram   maltratadas mesmo, até torturadas às vezes. E ai de quem reclamasse: era mandada embora e, com a propaganda negativa de boca em boca, nunca mais arrumava emprego.

É lógico que estou generalizando; o livro também mostra famílias que tratam as suas empregadas como da família, ajudam com os estudos dos filhos, problemas financeiros... Mas o ponto principal é o racismo, e o que algumas pessoas eram capazes de fazer só pra serem "aceitas" na sociedade.

E, assim como os negros, muitas personagens são discriminadas por outros motivos: a mocinha rica, alta e esquisita, que não consegue nunca arrumar namorado; a esposa de um ricaço recém-chegada na cidade, meiga e linda, mas totalmente espalhafatosa, que só quer fazer amigas na cidade e é colocada pra escanteio por não ser mais recatada...

Vale muito a pena! : )

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um Dia, de David Nicholls

Postado por Xu às 15:06 0 comentários


 Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Editora: Editora Intrínseca
ISBN: 9788580570458
Ano: 2011
Páginas: 416
 
 

Comprei a versão em inglês quando fui pros EUA ano passado, e adorei a sinopse, mas acabei deixando ele pro fim da fila. Quando vi que ia sair o filme, pulei ele na frente pra conseguir acabar antes de chegar o filme aqui! :)

E gente, sério, é um dos melhores livros que eu já li. É difícil eu falar que um livro me impressionou de verdade, daqueles que dá vontade de indicar, dar de presente, o escambau, pra todo mundo. Até hoje, acho que o que mais tinha me impressionado foi  A Mulher Do Viajante No Tempo. Esse tá empatado!

A história de Dexter e Emma é contada de um jeito bem diferente: começa no dia em que eles se conhecem (15 de julho de 1988), na formatura da faculdade, um com 22, o outro com 23 anos. Dexter sempre galinhão, superficial até, vem de uma família rica e sempre tem muita sorte com tudo: carreira, mulherada, a família só paparica, dinheiro no bolso... Enquanto Emma cresceu numa cidadezinha do interior da Inglaterra, é cheia de ideais, gosta de política e quer ser escritora. E, por mais diferente que esses dois sejam, acabam criando um laço muito forte e ficam amigos, mesmo depois da separação da formatura.

E nesse mesmo 15 de julho, a cada ano, durante vinte anos, a gente vê como está a amizade deles, e a vida dos dois. Achei muito legal, porque além de acompanhar a evolução (e às vezes involução) da amizade dos dois, a gente vê eles crescendo, passando de recém-formados pro primeiro emprego, a fase do desespero com a carreira, as decisões que eles vão tendo que fazer pra conseguir realizar os sonhos (e como esses sonhos mudam também, e muito, com o tempo).

Quem tem um melhor amigo há muito tempo sabe como é difícil manter contato depois que as nossas vidas vão cada uma pra um rumo, mas como vale a pena quando a gente se esforça e consegue manter contato sempre! Nada substitui um amigo de verdade, em qualquer época da visa. E é disso, basicamente, que Um Dia fala. PERFEITO!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Alguém Como Você, de Cathy Kelly

Postado por Xu às 18:44 0 comentários
Três mulheres que, após se conhecerem numa viagem ao Egito, tornam-se amigas inseparáveis e passam a compartilhar todos os seus problemas, amores e segredos. Emma tem 31 anos, é feliz no casamento e desesperada para ter um filho. Com uma mãe agressiva e um pai grosseiro, seus amigos não entendem porque ela não procura um médico especializado em fertilização nem porque não se impõe frente aos pais. Hannah é jovem, bela e bem-sucedida, mas luta para esconder o fora que tomou do amor de sua vida. Leoni, veterinária divorciada e apaixonada por animais, é mãe devotada de três adolescentes, e que, após seis anos de reclusão, decide publicar um anúncio de jornal para achar um namorado. O livro traz mulheres em diferentes estágios da vida, e que acabam se dando conta de que querer algo com todo o coração e alcançá-lo de fato são duas coisas completamente distintas. 

Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 852861459x
Ano: 2010 
Número de páginas: 700

O livro conta a história de três mulheres bem diferenteso: Hannah, que está numa fase solteira-sim-sozinha-nunca depois de terminar um noivado de anos e, apesar de não demonstrar nunca, ainda se sente machucada pelo fim; Emma, que é casada com o homem dos seus sonhos, mas sofre com a influência que os pais têm na sua própria vida (e com o fato de ela sempre permitir que eles se metam na sua vida) e que é louca pra ter filhos; e Leoni, a mais velha do grupo, divorciada, mãe de três filhos, que dedicou a vida pós-divórcio aos filhos e, agora, anos depois, recebe a notícia de que o ex-marido está feliz, magro e vai se casar. E resolve que também é hora de voltar ao mercado dos solteiros.

As três se conhecem em um cruzeiro pelo Nilo e ficam amigas, apesar de estarem em fases totalmente diferentes da vida. No começo, quando li a sinopse, achei que a história inteira ia se passar  durante o cruzeiro, mais ou menos como o Comer, Rezar, Amar, mas na verdade o cruzeiro é só uma parte bem pequena do livro, e tudo mesmo começa depois. A vida de cada uma delas toma um rumo diferente a partir do encontro, cada uma toma uma decisão diferente, e o que acontece são tanto as consequências  dessas decisões quanto algumas outras surpresinhas que a vida resolve preparar para cada uma delas.

Mas por que dei três estrelas? Porque, apesar de a narrativa ser boa, as personagens bem construídas e tudo, achei o livro muito prolixo em algumas partes. MUITO. Tem alguns diálogos, algumas passagens, que não dá pra entender o porquê de serem tããããããão longos e tããããão repetitivos. Tipo, o livro podia ser enxugado e ficar com 400 páginas, e não ia mudar nada da história. E com certeza ia ficar bem menos cansativo.

Li esse livro e mais um, A Resposta (que já já, resenho aqui) nas minhas férias, em março. Li em menos de uma semana e achei legal, uma leitura levinha, boa pra passar o tempo lendo na praia. Nada de UAAAAU, MERECE UM FILME! :) Mas bom.

sábado, 4 de junho de 2011

Em Chamas - Saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

Postado por Xu às 17:23 0 comentários

ATENÇÃO, SPOILERS!!
Para ler a resenha de Jogos Vorazes, clique aqui.



Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.
Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia, Em Chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada com Jogos Vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos.

Editora: Rocco
ISBN: 9788579800641
Ano: 2011
Número de páginas: 416

Se pra mim Jogos Vorazes já foi aquela coisa, Em Chamas precisava ser muito bom pra chegar à altura. 
E, lógico, conseguiu. Essa Suzanne Collins é viciante, viu!

O livro começa alguns meses depois do fim dos últimos Jogos Vorazes, pouco antes de Katniss e Peeta começarem um tour por todos os distritos, tradição que todos os vencedores sempre cumprem. Mas, mesmo parecendo que tudo é glamour pra quem vê de fora, Katniss agora está andando na corda bamba: depois do final dos Jogos, o povo de Panem adotou-a como um símbolo da revolução que estava dormente, mas agora começa a crescer com força total. E, claro, o Presidente Snow precisa de alguém pra culpar, e começa a fechar o cerco em volta dela.

Até que chega a hora do novo sorteio dos Jogos Vorazes desse ano, o de número 75, que são especiais: a cada 25 anos, os Jogos são chamados de Quarter Quell (gente, desculpa, li a versão em inglês e não achei a tradução exata de algumas coisas), e se diferenciam dos outros por terem uma punição a mais: no primeiro os Distritos tiveram que votar em quais tributos queriam mandar, no segundo foram chamados o dobro de tributos de cada distrito, e nesse... Bom, digamos que a punição sorteada é tudo que o Presidente queria em tempos de revolução...

Não queria falar muito do desenrolar da história pra não ter muitos spoilers, mas consegue ser melhor que o primeiro: ainda muito clima de reality show, muito sofrimento, e agora ainda tem a revolução prestes a explodir pra deixar tudo mais tenso. A personagem de Katniss, que já é super bem explorada, continua, assim como Peeta, e aparecem outros personagens pra complementar o círculo dos principais. E, ao mesmo tempo que a narrativa sobre o Quarter Quell vai se desenrolando, você percebe a revolução no resto de Panem crescendo, e já dá pra imaginar como vai ser o próximo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Saga Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

Postado por Xu às 08:53 0 comentários
Uma vez por mês pelo menos eu apareço aqui, né? =)

Ambientado num futuro sombrio, o livro narra uma luta mortal pela sobrevivência encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída nas ruínas de um lugar anteriormente conhecido como Estados Unidos. Com este mote surpreendente e uma narrativa ágil, Jogos Vorazes já foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem se tornando um crossover, atraindo leitores de diversas faixas etárias.

ISBN: 978857980024  
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
Quando J. K. Rowling iniciou com Harry Potter essa onda de sagas juvenis, eu adorei. Sou fã baba-ovo mesmo, já li mais de uma vez todos os livros da série. Mas aí veio Crepúsculo (me chicoteiem, não gostei mesmo). E Percy Jackson (cópia TOTAL de HP, na minha humilde opinião). E todo esse monte de séries adolescentes de cristuras fantásticas e, vamos combinar, repetindo mais ou menos a mesma coisa over and over and over again. Já tava de saco cheio de ver um livro novo, pensar "oba! como será a história?!", e ver que era mais uma sequência dos vampiros X, ou dos anjos Y, ou da menina morta Z, e blablablá. E, um dia, achei Jogos Vorazes.

Acho que a melhor característica da série é que os personagens principais podiam ter 16 ou 30 anos, e ainda assim a história ia continuar sendo MUITO boa, MUITO bem escrita e MUITO original.

A história se passa num futuro não muito distante, em Panem (ex-EUA após vários desastres naturais, guerras e etcs que acabaram com o mundo como conhecemos hoje), dividido em 12 distritos e governado pela Capital. Depois de uma rebelião dos distritos contra o governo, os mesmos são controlados ditatorialmente, com direito a morrer de fome, frio e ainda com um bônus: todo ano a Capital organiza os Jogos Vorazes, quando um casal de adolescentes é sorteado para ir por uma arena (floresta, geleira, praia, you name it) cheia de armadilhas, de onde só sai um vencedor. Sendo que pra isso os competidores têm que lutar. Até a morte. E que é transmitido ao vivo, reality show mesmo, para todo o país.

Pesadinho pra um livro adolescente, você pensou. E é mesmo. Tem algumas partes que você fala MEODEOS, podia ter ido dormir sem essa, estômago cola nas costas e tal. Mas nada que seja considerado de mau gosto, pelo contrário; as partes fortes não duram mais do que o necessário. A história é contada por Katniss Everdeen, que vira a competidora do Distrito 12 para impedir que a irmã vá, e a personagem é muito bem descrita, assim como os outros principais: Peeta, o outro competidor do Distrito 12, Gale, o melhor amigo de Katniss, e por aí vai.

O livro prende desde o começo, e a autora consegue inventar um universo completamente novo de uma maneira muito convincente e atraente, com todos os detalhes muito bem descritos (isso é uma coisa que sou muito chata; quer inventar, inventa, mas inventa direito!). Já li em algumas resenhas que a série Feios, por exemplo, é uma que deixa vários desses detalhes por explicar (não li a série ainda, só sei o que li por aí); outros, como O Senhor dos Anéis, os filmes Minority Report e Eu, Robô, e o próprio Harry Potter não são assim.

A saga Jogos Vorazes só tem 2 livros lançados no Brasil, Jogos Vorazes e Em Chamas. O último da série, Mockingjay, ainda não tem previsão de sair aqui.

Resumindo: vale MUITO a pena! Já li os outros dois e são muito bons também, depois conto aqui...

UPDATE: saiu uma matéria há umas 2 semanas (acho) na revista Época (a mesma edição que fala da infância na era digital) falando da saga, vale a pena ler!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

De Volta! + Tristan Prettyman

Postado por Xu às 20:09 0 comentários
Sumi, cansei, quase desisti do blog de novo. Nesses últimos meses parece que tudo virou de cabeça pra baixo e voltou ao normal, mas com tudo mais ou menso mudado. Tá difícil acostumar, mas a gente vai indo.

Mas ultimamente tava me dando uma comichãozinha de voltar a escrever aqui, li vários livros que queria resenhar, vi vários filmes... Só não sabia qual ia ser meu post de volta. Até que uma amiga falou que tinha gostado do último post sobre a Kate Nash e resolvi voltar de onde parei mesmo! =)


Post curtinho, mas só pra recomeçar, depois escrevo mais...

Tristan Prettyman
Outro dia estava ouvindo Antena 1 (momento vergonha alheia pra vocês) e ouvi pela primeira vez Madly, e adorei. Adorei. Adorei. Não conseguia parar de ouvir. Fui procurar no Google, descobri que a cantora era Tristan Prettyman, californiana, ex-modelo, ex-surfista e ex-namorada do Jason Mraz. No Youtube, inclusive, tem algumas músicas que ela gravou com o ex, que são ótimas.
Pra mim ela é um Jack Johson de saias, bem voz-e-violão-com-pé-na-areia, mas as letras são fantásticas, é daquelas que você acha que a cantora vai perder o fôlego, de tão compridas.
Depois de muito pastar achei um site que tem todos os CDs dela pra download, esse aqui.

As minhas preferidas: Madly ainda é a preferida disparado, mas também adoro Hello, You Got Me, War Out Of Peace, Love, Love, Love e Simple As It Should Be.

Fontes: Wikipedia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Girlie Rock - Kate Nash

Postado por Xu às 02:41 2 comentários

Kate Nash
COMO fiquei tanto tempo sem descobrir essa pessoa?! Já tinha visto mencionarem ela em blogs de maquiagem aqui e ali, mas um dia o namo entrou num site de ingressos de shows e começou a tocar Foundations. Apaixonei na hora! E mais ainda depois de ver o clip no Youtube, é demais! 
Kate Nash é totalmente diferente de qualquer outra cantora. Além do sotaque britânico carregadíssimo, tudo é meio retrô, as músicas, roupas e os clips. Inclusive acho que ela não se encaixa bem no rock, é um sonzinho mais pop.  Sabe aquele dia que você acordou com o ovo virado e tem que dirigir mil horas no trânsito morrendo de sono? Esse é o dia de ouvir Kate Nash. Impossível continuar de mau humor.

Ela tem  2 CDs lançados, Made Of Bricks e My Best Friend Is You.

As minhas preferidas: Foundations (viciante), Later On, Merry Happy e Fluorescent Adolescent (cover do Artic Monkeys sensacional).

Fontes: Wikipedia


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No comments

Postado por Xu às 06:35 2 comentários
...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Girlie Rock - KT Tunstall

Postado por Xu às 16:14 1 comentários

Sempre gostei muito de música, mas nunca soube explicar o que me faz gostar de uma específica. No filme Laurel Canyon, a personagem de Frances McDormand fala que qualquer pessoa com bons instintos sabe o que a atrai e o que a repele, e é assim com a música: qualquer pessoa pode julgar se a música é boa ou não pra si mesmo.

Comigo é assim. Não vou dizer que tenho sertanejo, pagodão e tecnobrega no meu iPod, eca, mas admito que já fui atraída por Marjorie Estiano, Taylor Swift e coisinhas babacas do tipo. A maioria, sim, é o bom e velho rock, principalmente o velho mesmo: ADORO rock clássico, Led Zeppelin, Deep Purple, e flashback de todos os tipos, de A-Ha a Men At Work, passando por Grease e Madonna nos seus tempos de sutiã-de-casquinha-de-sorvete.

Mas se tem uma coisa que eu ando simplesmente viciada é esse gênero entitulado por mim de girlie rock: um rock delicioso de se ouvir a qualquer momento, sempre com mulherers no vocal, algumas vezes mais melancólico, outras tão gostosinho de ouvir que parece uma música infantil. Nos últimos tempos tem aparecido várias cantoras desse tipo, cada uma com sua característica própria que faz a gente identificar logo no começo da música quem está cantando.

Porisso, resolvi fazer esse post imenso essa série de posts, senão vocês dormem no meio, com as minhas  preferidas... Não vou falar por ordem de preferência, tá? Só essa primeira que, pra mim, é hors concours...: 

KT Tunstall 

Depois de ser apresentada às outras músicas da KT pela querida fumiga amiga Fabi, viciei e fui procurar todas as músicas que conseguisse achar pela internet. Escocesa, ela já tocou em algumas bandas indie, e depois que começou solo já ganhou um BRIT Award e foi indicada pro Grammy. É dela a musiquinha do começo de O Diabo Veste Prada, Suddenly I See (que, btw, gruda que nem chiclete na cabeça). O som dela varia, em algumas músicas puxa mais pro folk, outras são mais pop. Ela já lançou 4 CDs: Acoustic Extravaganza, Drastic Fantastic, Eye To The Telescope, e o último, Tiger Suit. Todos são daqueles CDs que você consegue ouvir fácil do começo ao fim sem pular nenhuma música. É apaixonante. E, sim, eu ainda tenho vontade de dar com a cabeça na parede quando lembro que não fui no show que ela fez em SP em 2008! Ódio.

As minhas preferidas: Ashes, Little Favours, Hold On, Black Horse & The Cherry Tree. Difícil falar um CD preferido, mas tô adorando o último, Tiger Suit. É um pouquinho diferente do som dos outros CDs, (na Wikipedia fala que ela descobriu "um novo tipo de som" quando estava gravando o álbum, que ela chamou de nature techno (?), e mistura instrumentação orgânica com texturas eletrônicas e dance. Bom, whatever, ficou muito bom). As baladas são simplesmente lindas e as rapidinhas, contagiantes. 

As minhas mais mais de Tiger Suit: Different, The Entertainer, Fade Like a Shadow e The Uummannaq Song.


Fontes: Wikipedia

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Confie em Mim, de Harlan Coben

Postado por Xu às 06:52 2 comentários
Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: "Fica de bico calado que a gente se safa." 
(mais da sinopse aqui)

Editora: Sextante
ISBN: 9788599296462
Número de páginas: 320


Já tinha lido dois livros do Harlan Cobe, Desaparecido Para Sempre e Não Conte a Ninguém, e gostado muito. Nos EUA ele já tem mais de 10 livros publicados, mas por aqui a coisa tá mais defasada...
Confie em Mim conta a história de uma família a partir do momento em que os pais, Mike e Tia, resolvem instalar um programa de monitoração no computador do filho mais velho, Adam, que desde o suicídio do melhor amigo, Spencer, tem ficado muito estranho. Ao mesmo tempo que essa história central se desenrola, outras coisas estão acontecendo com as outras famílias da vizinhança: uma menina é humilhada pelo seu professor em plena sala de aula, uma mãe precisa resolver se revela à família um segredo terrível em prol da recuperação do filho, que sofre de uma doença renal... E duas mulheres são sequestradas e assassinadas.
Todas as histórias acabam se conectando durante o livro, e é isso que faz da narrativa tão boa: quando o autor está quase dando uma informação super importante, ele pára e muda o foco pra outro personagem. O típico livro que você começa a ler e não consegue mais parar até acabar (eu li em uns 3 dias).

Enfim, recomendo! Esse e os outros dois que falei lá em cima. Já tô com outro do Harlan Coben em casa, Silêncio na Floresta (inclusive acabei de ver na internet que o promotor de justiça de Confie em Mim, o Cope, é o personagem principal desse!). Quando acabar, falo pra vocês o que achei!
 

Uma noite bem dormida

Postado por Xu às 02:59 0 comentários

Odeio acordar cedo. Sempre fico apertando o botão de soneca do celular até o último minuto (e na maioria das vezes, passando do último minuto e chegando atrasada). Pior ainda quando acabei de trocar meus pesos na academia e acordo com aquela dorrrrrr que parece que tomei uma surra de taco de beisebol. A coisa piorou um pouco desde que comecei a trabalhar em outra cidade e tenho que acordar 5 da manhã pra chegar lá às 7. Trevas total. Tem vezes que, de tanto sono, preciso estacionar num posto e cochilar uns 10 minutos pra não dormir no volante.

Com essa coisa de ter que acordar com as galinhas, tenho dormido umas 5 horas por noite, pouco pra que era acostumada a dormir pelo menos 8. Mas ficava pensando por que, em alguns dias, dormia a mesma quantidade de horas (às vezes até menos) e acordava bem, sussa, sem um pingo de sono, e outras conseguia até dormir mais cedo, mas acordava destruída.

E, anteontem, acho que descobri. Dormi super pouco, mas minha noite foi tão, mas tão gostosa (podem parar de pensar pornografias) que acho que podia ter dormido meia hora que ia acordar feliz e quase sem sono. Não teve nada de especial, mas só de não ter que lidar com mau humor alheio, ficar com aquela preocupação constante em cima da cabeça que nem uma nuvenzinha de desenho da Mônica e dar umas risadas de coisas normalmente tão banais me deixou tão leve que dormi horrores.

Acho que toda essa coisa de stress que sempre ouvi falar só chegou a fazer parte da minha vida no último ano. Sabe aquela coisa de ter taquicardia por saber que tem alguma coisa muito importante chegando e você não consegue parar de pensar, nem um minuto?! Isso foi meu ano de 2010. Tensão constante. Pensando  (e se preocupando) como seria daqui 6 meses, 1 ano, 10, 15.

Mas agora simplesmente passou. Passou. Tudo se resolveu, finalmente. Lógico que sempre tem uma ou outra coisinha que preocupa, mas nada que se compare. E é tão bom ver ele feliz, despreocupado, sem neuras, que nem sinto mais o tempo passar, durmo tranquila a noite toda, acordo mais disposta e, de repente, já é sexta e eu posso dormir até meio-dia feliz, do lado do meu xuxu. =)

É tão bom ver quem a gente ama feliz. Né?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pequena Abelha, de Chris Cleave

Postado por Xu às 03:22 0 comentários
Não queremos lhe contar O QUE ACONTECE nesse livro. É realmente uma HISTÓRIA ESPECIAL, e não queremos estragá-la. AINDA ASSIM, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte:
Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa...
Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola.
ISBN: 9788598078939
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272



Quando vi essa descrição, achei que nossa, o livro devia ter altas reviravoltas, ter um final super inesperado e tal. E é verdade, se tivessem me contado os detalhes desse livro, ele ia perder totalmente a graça, mas não por ter mistério, e sim pelo jeito que ele é contado (pelas duas mulheres, Sarah, inglesa, e Pequena Abelha, nigeriana). É como se você estivesse ouvindo a história em primeira mão, direto da boca das personagens.

Sabe aqueles livros que você tem vontade de ler com um marca-texto do lado pra ir grifando as frases mais lindas que aparecem? Esse é assim. O autor usa várias metáforas, simbolismos, e isso deixa a história ainda mais bonita.

Sei que dá raiva ler uma resenha que não conta quase nada sobre a história do livro, mas esse tem que ser assim. Só digo uma coisa: vale muuuuito a pena!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Postado por Xu às 15:51 0 comentários
 
Fonte: Luv Luv Luv

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Estréia das séries nos EUA

Postado por Xu às 03:13 0 comentários
Oi, meu nome é Juliana e eu sou viciada em séries.
Quem me conhece um pouquinho sabe que já tô surtada desde dezembro porque as minhas queridas séries deram aquela pausinha torturante básica de final de ano. Seguem as datas de retorno das minhas preferidas (quem quiser saber das outras, clica aqui!):

6 de janeiroGrey's Anatomy e CSI - Crime Scene Investigation

10 de janeiro - Lie To Me

17 de janeiro - House

20 de janeiro - Bones

21 de janeiro - Fringe

20 de fevereiro - The Event

JUNHO/JULHO - Dexter e BREAKING BAD (Como assim? COMO ASSIM???! Com aquele final de temporada?! Querem que eu coma todas as unhas?!)

Haja DVD virgem...

Fonte: Minha Série

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu gostava de papo furado

Postado por Xu às 06:57 1 comentários

Há não muito tempo atrás, eu era a campeã do social. Passava noites em claro no MSN batendo papo inútil, do tipo "o que vc tá fazendo?", "nossa, vc viu BBB ontem?", "e o churrasco de semana q vem, vc sabe quem vai?" e dando mil chamadinhas de atenção quando a pessoa do outro lado demorava muito pra responder (até hoje tenho ódio mortal daquele negócio que treme a tela). Na faculdade, então, ficava horas e horas depois de acabada minha última aula pasmando e falando bobagem, muitas vezes com pessoas que nem eram tão amigos assim. Só conversinha fiada.

Percebi esses dias que não sou mais assim quando uma colega me falou "eu gosto de você porque você não é de papinho. Você vem, faz seu trabalho e pronto. É simpática, mas não fica fazendo fofoca, falando coisa inútil".

Realmente, hoje em dia eu prefiro almoçar sozinha do que ficar fazendo conversa com pessoas quase que desconhecidas. Prefiro ficar no meu canto lendo um livro do que no MSN inventando assunto pra falar com as pessoas (aliás, meu MSN tá totalmente cheio de teias de aranha). Ver um filminho na minha cama, ficar num cantinho com meu laptop vendo meus blogs sossegada do que ficar fazendo social. Na academia, ponho meu fone no ouvido e me faço de surda.

E, principalmente, não tenho paciência com quem é assim com todo mundo que vê na frente. Corto o assunto rapidinho.

A não ser que seja com pessoas que eu realmente gosto, que são amigos de verdade. Aí, sim, pode ter quanto papo furado rolar. Mas ficar dando sorrisinho e puxando assunto com qualquer um que entra no elevador? Tô sussa. Prefiro ficar comigo mesma.

Acho que tô ficando velha. E intolerante.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E tantas outras coisas

Postado por Xu às 16:21 0 comentários
(texto de Patricia Antoniete retirado daqui e achado no Luv Luv Luv)

A gente ama alguém por todos os motivos, certos e errados. Ama porque não tem escolha, porque é assim, porque não tem outro jeito, querendo ou não. A gente ama quando ama, não quando decide, não quando quer, quando deseja amar, quando convém, quando faz sentido, quando é o melhor, quando é o mais indicado, o correto.

A gente ama e nem sabe, ama e vai amando nas coisas que a gente não esperava que fossem dignas de amor, que a gente nunca pensou que na sua ordinariedade e insignificância trouxessem a nós essa coisa rara e única e frágil e arrebatadora e comovente e absoluta.
Sua escova de dentes com pasta esperando sobre a pia. O travesseiro cuidadosamente posto para não deixar um lugar vazio no seu sono. Um bolinar explícito quase imperceptível para a multidão ao redor. A fragilidade estampada no rosto marcado por dias de cansaço. O móvel no lugar que você sugeriu. O brinco que você mesma não sabia que ficaria perfeito. A ligação às 2:30 da madrugada que lhe salva do choro convulso. Um porco com asas. Samba e amor até mais tarde e muito sono de manhã. Um olhar que te acha no meio do mundo. Seu nome no meio de um gemido. A voz que embarga de saudades. A mão que não cansa de te fazer carinho. As pequenas cumplicidades que criptografam o mundo. 

E quando a gente vê, ama e ama e ama. E ama muito, e ama tanto, e a vida já não é só, e a vida é uma outra, cheia de coisas sem as quais você jamais poderia voltar a ser feliz.

Luv u pra xuxu =)

"Hoje é um novo dia..." AAAARGH!

Postado por Xu às 03:36 0 comentários
Mas que beleza, Xuliana, começando o blog E o ano já nesse mau humor?!

OK, Ok, confesso: a noite de Ano Novo passou, pulei minhas 7 ondinhas, fiz vários pedidos enquanto via os fogos, e coisa e tal. Mas impossível começar o ano sem mau humor, nessa segunda-feira cinza e cheia de coisas por fazer na minha To Do List copiada sem vergonha nenhuma da agenda do ano passado.

Espero que ao fim dessa semana desse mês já tenha riscado tudo e venha aquela sensação de aaaaahlívio.

Não posso reclamar nem 30 segundos do meu Ano Novo, foi perfeito, mesmo com todas as doidices que ocorreram no pré-e-durante viagem. Namorado teve que ir e voltar, mas por uma boa causa, e acabou dando tudo certo e passamos a queima de fogos do jeito que eu gosto: juntos, de pé na areia e comemorando mais um aninho de namoro! (amor, te amo! =D).

Hoje já voltei à camelagem nossa de todo dia, munida de 15 quilos de paciência, que tem que durar até o próximo feriado, vamulá! Aliás, já viram no calendário? Estamos todos f*didos de feriados esse ano, pouquíssimas emendas... Massss paciência!

Pessoas, acho que já deu pra sentir como vai ser o clima do blog, né? Juro que não sou sempre assim, mas tenho meus dias de sweet e meus dias de sour masterblasterhorrores, mas estou começando esse blog novo justamente pra ser uma válvula de escape pra esses dias de mega mau humor: quem sabe consigo aliviar meus desejos homicidas de TPM e, de quebra, fazer alguém rir? =)

Espero que gostem e comentem!